Dona Gertrude

Estou em casa feliz da vida, toca o telefone.

Alô?

– Oi, é da casa da Dona Gertrude?

– Não, é engano.

Dois dias depois, toca novamente o telefone.

– Por favor a Dona Gertrude está?

– É engano.

– Desculpe.

Uma hora depois, toca novamente o telefone.

– Alô!?

– Gostaria de falar com a Dona Gertrude, ela está?

– É engano.

– Olha só, esse telefone é da minha sogra e eu nunca consigo falar. Você pode me dar seu endereço para eu reclamar com a empresa?

– Não, esse telefone está instalado na minha casa há 15 anos. Se você quer reclamar, dê o seu endereço.

– Mas você não está entendendo, eu tenho que dizer onde é o outro local que o telefone está instalado.

– Não, você é que não está me entendendo. Eu não vou dar o meu endereço para uma pessoa que eu não conheço. Pirou?

– Por que você está com medo? Você tem medo de seqüestro?

– Olha, eu não vou dizer e ponto final.

– Você é muito escrota. Estou com um problema, quero resolver na boa e você não ajuda.

Pah. Desligou o telefone na minha cara!

Só pode ter sido uma brincadeira. A criatura liga, quer que eu diga o meu endereço, e ainda acha ruim. Eu moro no Rio, uma das cidades mais violentas do mundo, infelizmente ( morre-se mais aqui do que no Iraque, e olha que ele está em guerra! ), não vou sai por aí dando meu endereço.

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~ por carlanascimento em agosto 11, 2008.

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