Fim do Namoro, Início do Sufoco

Já terminei vários namoros na minha vida, mas nunca pensei que cintinuaria me aborrecendo com a criatura depois de nove anos. Mas é o que vem acontecendo até hoje.

Tudo bem, tenho que admitir que não foi um simples namorico. Esse relacionamento teve frutos, uma linda jovem. O relacionamento já estava desgastado, eu cobrava muito dele. Queria que ele fosse mais resposável. Acabei descobrindo que ele contava pequenas mentiras para mim. E a coisa foi evoluindo até se tornar insustentável. O fim do relacionamento se tornou algo inevitável.

Não foi um final consensual, onde sentamos, conversamos e decidimos nos separar. A decisão partiu dele, eu fiquei arrasada, não aceitei muito bem. Admito que fiz algumas cenas, coisa da qual me arrependo profundamente hoje em dia. Depois de um tempo, com a cabeça no lugar conversei com ele, afinal a criança não tinha culpa dos nossos problemas. Pedi que ele não deixasse de ver a menina, mas ele disse que achava melhor ficar um pouco afastado no início pois eu ainda estava sofrendo. Insisti um pouco mais sobre assunto, mas sem muito sucesso. Acabei desistindo. Bola pra frente.

Depois de uns seis meses do fim do relacionamento o cidadão me telefona tarde da noite para o meu trabalho. Fiquei muito surpresa, e quando ele começou a falar minha surpresa só aumentou. O cara havia passado meses sem dar notícias, sem ver a filha e do nada me liga para perguntar se eu sentia saudades dele. Que cara de pau! Não me fiz de rogada e respondi que não tinha nenhum pingo de saudade, por dentro ainda sentia falta dele sim, mas nunca iria dar o braço a torcer. Aproveitei o ensejo e falei mais uma vez que ele deveria aparecer para ver a filha e que nós deveríamos tentar ser amigos. Mais uma vez foi em vão.

O tempo passou, ele não aparecia nunca. Ele só via a filha quando a mãe aparecia para pegá-la. Quem acha que ter sogra é ruim é por que nunca teve uma ex-sogra na vida. A mãe dele no geral me tratava bem, mas volta-e-meia dava um curto na velha e ela saia falando barbaridades. Completamente desvairada. Apavorante. Eis que um dia o telefone toca, era o cidadão. Queria marcar de ver a filha no Natal. Finalmente tomou juizo, é o que vocês devem estar pensando. Ledo engano, essa foi só a desculpa para ligar, logo depois emendou falando sobre amenidades, para em pouco tempo soltar a pérola: “Não posso morar aí na sua casa não?”. Eu pensei que era brincadeira, uma coisa assim não podia ser séria. Falei que não era bem assim, vir morar comigo. Parece mentira, mas não foi. Eu comecei a enumerar as possibilidades mais sensatas para ele: a casa da namorada atual ou alugar um quarto.

Ele recharçou cada uma delas. Morar com a namorada estava completamente fora de questão, eles não estavam muito bem. Alugar um quarto, de forma alguma, imaginem ele um “bom” rapaz morando em um quarto na casa alheia. Era melhor ficar na casa da mãe, com todos os comentários que ela fazia dele do que viver na casa de outrem. Insitiu mais um pouco comigo, afinal ficar na minha casa resolveria vários problema: ele ficaria mais próximo da menina, ficaria próximo do trabalho, daria a ele a possibilidade de pensar se queria voltar para mim. Como podem ver as razões eram esdrúxulas, eu não tive outra opção senão negar.

Foi assim por um bom tempo, ele sumia e aparecia algum tempo depois com uma pergunta absurda ou uma proposta indecorosa. Eu comecei a cansar desse ciclo e passei a cortá-lo de imediato. Confesso que muitas vezes de maneira pouco educada. Hoje em dia a mãe dele diz que ele não aparece por que eu o trato mal. Bem, eu passei muito tempo sendo educada, quis inclusive manter a amizadade que tinha com ele, mas foi impossível. Ele não conseguiu separar as coisas.  O que leva uma pessoa a terminar um relacionamente e não deixar que o outro siga em frente? Se alguém puder me dar uma resposta para essa dúvida eu agradeceria muito.

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~ por carlanascimento em dezembro 25, 2008.

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